Notícia

Por que mercado financeiro teme ‘fritura’ de Paulo Guedes?

Foto: José Cruz/Ag. Brasil / BBC News Brasil

Depois de um ano e meio no cargo, ‘superministro’ entregou muito pouco da agenda liberal que prometeu durante campanha; ainda assim, seus atritos com presidente têm feito bolsa cair e empurrado dólar para cima; por quê?

Em pouco mais de um ano e meio, as diferenças de perfis entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente Jair Bolsonaro que se manifestam desde a campanha em 2018 parecem ter chegado ao limite do conciliável.

Nos últimos dias, tem-se falado cada vez mais sobre uma possível saída de Guedes do cargo em meio a uma divergência em relação à agenda econômica do país daqui para frente: o ministro da Economia defende a manutenção do teto de gastos e da disciplina fiscal, enquanto parte do governo, incluindo o próprio presidente, acredita que o Estado precisa gastar mais.

A queda de braço é mais um capítulo de um longo desgaste que o “superministro” vem sofrendo desde que assumiu a pasta, diante da grande dificuldade de implementar a agenda liberal que prometeu durante as eleições.

“Havia esperança de que iria abrir a economia, e ela não abriu; de que o governo iria privatizar, e não privatizou; de que iria reduzir o tamanho do Estado, e não diminuiu”, diz o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves.

Fonte: terra.com.br/noticias/brasil/por-que-mercado-financeiro-teme-fritura-de-paulo-guedes,2b2368deca56198f4d4199a3e3a8fa87nulsovlj.html