A relação já vem estremecida desde o ano passado, mas a indicação do general Joaquim Silva e Luna para a presidência da Petrobras pode ser o prenúncio de um divórcio

Edifício Sede da Petrobras – Imagem: Shutterstock

A decisão do presidente Jair Bolsonaro de mudar o comando da Petrobras em meio a ameaças de intervenção na política de preços da estatal abalou o “casamento” com o mercado financeiro. Os próximos dias serão decisivos para saber se haverá ou não divórcio, segundo os profissionais com quem eu conversei.https://6876a31ffeaf3f778b69844e6602722b.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

A relação já vem estremecida desde o ano passado, com a debandada de vários membros da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, e as ameaças de rompimento do teto de gastos.

Mas a indicação do general Joaquim Silva e Luna para assumir a presidência da estatal no lugar de Roberto Castello Branco pode ser o prenúncio de uma ruptura definitiva.

“Como investidor, me senti traído”, disse um experiente gestor de fundos e um dos primeiros a assumir o apoio a Bolsonaro no mercado, mas que desta vez pediu para não ser identificado.

A desilusão dos investidores se refletiu em parte na queda de quase 7% das ações da Petrobras (PETR4) na sexta-feira na B3. Em parte porque os rumores de troca iminente na estatal só foram confirmados depois do fechamento da bolsa. Em Nova York, onde ainda havia negócios com os recibos de ações (ADRs) da estatal, a queda se aprofundou para quase 10%.

Fonte: www.seudinheiro.com/2021/empresas/petrobras-casamento-mercado-bolsonaro/

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