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Mercado Financeiro: Como foi o mês, o semestre e o que esperar agora


O mercado financeiro dá o pontapé inicial a julho, que dá largada também ao segundo semestre, com um sentimento misto de cautela e algum otimismo com a evolução da pandemia do coronavírus, que provocou forte instabilidade e turbulências nos mercados, locais e globais, na primeira metade do ano.
 
A expectativa de que o pior da pandemia está passando, principalmente em países da Europa, e de que que a reabertura da economia poderia ganhar fôlego maior que o previsto levou a uma recuperação dos mercados no fim do primeiro semestre. Uma reação que compensou parte das perdas, sobretudo do mercado de ações, que desabou em março, pelo pânico dos investidores com a chegada e disseminação do coronavírus.
 
Em trajetória de recuperação, a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, liderou a rentabilidade em junho, pelo segundo mês consecutivo, mas ainda acumula desvalorização de 17,80% no ano. Esse desempenho negativo, contudo, não espelha com fidelidade o que ocorreu em março, quando a B3 fechou o mês com queda de 28,35%, após despencar e cair mais de 38,98% no pior momento do mês.
 
No segundo trimestre, de abril a junho, a B3 acumula valorização de 37,35%, descontando boa parte da perda de março. Seria precipitação, porém, afirmam especialistas, avaliar essa reação como sinal de que o mercado de ações permanecerá doravante nesse processo de recuperação.
 
Analistas afirmam que persiste o cenário de incertezas em relação ao avanço da pandemia, apesar da flexibilização e reabertura de algumas economias, lembrando do ressurgimento de focos da doença em certos países que adotaram essa iniciativa.
 
As dúvidas em relação aos efeitos da pandemia sobre a atividade econômica podem continuar deprimindo a bolsa de valores, porque a   insegurança empurra o investidor para estratégias defensivas. Foi o que impulsionou o dólar, considerado um refúgio para o investidor que procura proteção a seu patrimônio em momento de aumento do risco.
 
Com efeito, embalado pelo crescimento de procura, ativos de proteção e considerados reservas de valor como ouro e dólar dispararam. Tanto o dólar quanto o ouro ocupam as primeiras posições no ranking de investimentos de junho e do primeiro semestre.

Fonte: economia.estadao.com.br/blogs/regina-pitoscia/mercado-financeiro-como-foi-o-mes-o-semestre-e-o-que-esperar-agora/